Kodak enfrenta risco de fechamento após 133 anos de história

A tradicional fabricante de câmeras e filmes fotográficos Eastman Kodak viu suas ações despencarem 25% nesta terça-feira (12) após alertar que pode encerrar as atividades caso não consiga um aporte financeiro urgente. A empresa revelou, em relatório de resultados, que não possui “financiamento comprometido ou liquidez disponível” para quitar cerca de US$ 500 milhões em dívidas que vencem em breve.

No documento, a companhia afirmou que a situação “levanta dúvidas substanciais” sobre sua capacidade de continuar operando. Entre as medidas em estudo para ganhar fôlego, estão a suspensão de pagamentos ao fundo de pensão e a negociação para refinanciar ou adiar parcelas de sua dívida.

Fundada em 1879 e responsável por popularizar a fotografia no mundo, a Kodak já dominou 90% do mercado de filmes e 85% das vendas de câmeras nos Estados Unidos durante a década de 1970. Porém, perdeu espaço com o avanço da tecnologia digital e chegou a pedir falência em 2012.

Desde então, a empresa diversificou suas operações, apostando em impressão industrial e produtos licenciados, como impressoras portáteis. Em 2020, chegou a receber um empréstimo governamental de US$ 765 milhões para fabricar insumos farmacêuticos, mas ainda luta para se manter relevante no mercado.

Apesar do alerta, a Kodak diz estar confiante na quitação de parte da dívida antes do vencimento e acredita que conseguirá refinanciar o restante, evitando um desfecho que encerraria mais de um século de história na fotografia.