
Mounjaro se torna o medicamento para emagrecimento mais buscado no Brasil
O Mounjaro, caneta injetável à base de tirzepatida, tornou-se o medicamento mais procurado para emagrecimento no Brasil, superando até mesmo os populares Ozempic e Wegovy, segundo dados do Google Trends. Desenvolvido inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2, o fármaco ganhou notoriedade pelos resultados expressivos no controle do peso corporal e passou a atrair o interesse de pacientes e curiosos nas redes sociais.
De uso exclusivo com prescrição médica, o Mounjaro atua sobre dois receptores hormonais (GLP-1 e GIP), que ajudam a controlar a glicemia, aumentam a sensação de saciedade e reduzem o apetite. Os estudos mais recentes apontam que a tirzepatida pode promover uma perda média de até 25% do peso corporal em 20 semanas de tratamento — resultado superior ao Ozempic, que registrou 17% em 15 semanas.
O preço elevado é um dos principais obstáculos para quem busca o medicamento: as doses variam entre R$ 1.700 e R$ 2.400, quase o dobro do valor do Ozempic, atualmente vendido entre R$ 825 e R$ 1.110. Ainda assim, a demanda tem levado farmácias a organizar “pré-vendas” e campanhas de divulgação nas redes sociais.
Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas, diarreia, vômitos e dor abdominal. Casos graves podem envolver pancreatite, cálculos biliares e hipoglicemia quando o medicamento é combinado a outros antidiabéticos. O uso é contraindicado para menores de 18 anos, grávidas, lactantes, pacientes com diabetes tipo 1, histórico de pancreatite ou câncer de tireoide.
Especialistas alertam para os riscos da automedicação e reforçam que o tratamento deve ser feito apenas com acompanhamento médico. O Mounjaro tem potencial de mudar a abordagem contra a obesidade, mas precisa ser utilizado com responsabilidade e dentro de protocolos clínicos seguros.